Garrafa d’água promete QUEBRAR setor de Água Mineral

bobble2

Um produto sem cor, sem gosto e sem cheiro, mas que só no Brasil gira R$ 10 bilhões ao ano. É a água mineral, bem natural que não para de atrair e mobilizar empreendedores, empresas e concorrentes. O administrador Elias Riva, de 28 anos, é um dos mais novos nesse setor.

A história começou três anos antes, quando a família Riva descobriu que parte da região onde moravam era abundante em água mineral. Ao enxergarem uma oportunidade de negócio, decidiram comprar uma propriedade e transformá-la na Hidromineradora São Roque, que hoje é responsável por envasar o produto.
“O que acelerou nossa entrada no mercado foi o antigo dono (do terreno) já ter em mãos a autorização do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) para comercializar a água”, explica Riva. Devido à burocracia e à complexidade das análises de autorização, uma empresa do setor pode levar mais de cinco anos para começar a operar.
O mercado é pulverizado. Em 2001, havia 277 empresas desse tipo no País. Hoje, estima-se mais de 600. Esse crescimento de opções vem acompanhado do aumento da sede pela água engarrafada. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais, a Abinam, o consumo do produto registra uma elevação anual de 20% – foram quase 14 bilhões de litros em 2014. No mesmo ano, os Estados Unidos registraram um avanço de 7% – o que foi suficiente para colocar o líquido no caminho de superar a indústria de refrigerantes até 2017, conforme estimativa da Beverage Marketing Corp., que monitora o segmento.
Para agregar valor e se diferenciar, a empresa segue a linha da “gourmetização” – tendência que deu origem às versões premium. Esse tipo de água mineral se destaca pelo PH neutro, quantidade de sais minerais, pureza e design da embalagem – com cores e formatos diferentes. Na Versant, as garrafas de 330 ml, 510 ml e 1,25 L têm o formato de um pingo d’água. Já o PH, de 6,66, é neutro, próximo do PH do sangue.